Desmaios frequentes nunca devem ser ignorados, nem considerados como eventos “normais”. Embora existam diversas causas, muitas delas têm origem cardíaca e podem representar riscos graves à saúde.

Então, neste artigo, você vai entender quando os desmaios recorrentes podem indicar uma doença do coração, como investigar corretamente e quais são os tratamentos indicados.

Quando um desmaio é motivo de preocupação?

Também chamado de síncope, o desmaio é uma perda repentina e temporária da consciência, geralmente associada à queda da pressão arterial ou à redução do fluxo de sangue ao cérebro. E esta redução pode ter diversas causas, desde as mais simples até as mais complexas.
Um episódio isolado, de uma forma bastante geral, pode não ser alarmante, mas a repetição desses eventos requer investigação médica, especialmente se vier acompanhada de sintomas como:

  • Palpitações
  • Dor no peito
  • Falta de ar
  • Tontura antes de desmaiar
  • Desmaio durante esforço físico
  • Histórico familiar de morte súbita
  • Desmaios sem nenhum sintoma que o precede (sem pródromos), como um “liga-e-desliga”.

Principais causas cardíacas de desmaios recorrentes

1. Arritmias cardíacas

São alterações no ritmo do coração, que pode bater muito rápido (taquicardia) ou muito devagar (bradicardia). Ambas podem reduzir o fluxo de sangue cerebral (débito cardíaco) e causar perda de consciência. Assim, quanto mais graves e agressivas as arritmias, maior a chance de episódios de hipotensão.

Exemplos comuns:

  • Fibrilação ventricular
  • Taquicardia ventricular
  • Bloqueios atrioventriculares
  • Fibrilação atrial com alta resposta (frequência cardíaca elevada).

Essas alterações podem ser silenciosas, sendo detectadas apenas por exames como o Holter 24h ou, então, o estudo eletrofisiológico.

2. Síndrome do nó sinusal

Essa condição envolve o mau funcionamento do marcapasso natural do coração, que gera batimentos irregulares ou muito lentos, levando a sintomas como fadiga, tontura e desmaios.

3. Cardiomiopatias

São doenças do músculo cardíaco que alteram sua estrutura e função. Certos tipos de cardiomiopatias, como a hipertrófica, por exemplo, podem causar obstrução ao fluxo de sangue e favorecer episódios de síncope. Outras, no entanto, como a isquêmica e a dilatada, podem reduzir a força de contração do coração e funcionar como “substrato” de diversas arritmias.

4. Estenose aórtica

Trata-se do estreitamento da válvula aórtica, que limita a saída de sangue do coração para o corpo. É mais comum em idosos e pode levar a desmaios principalmente durante o esforço físico.

5. Disfunções autonômicas

Embora não sejam causadas diretamente por doenças cardíacas estruturais, podem afetar a regulação da frequência cardíaca e da pressão arterial, resultando em desmaios.

Quando procurar um cardiologista?

Se os desmaios são recorrentes, ocorrem durante o esforço, vêm acompanhados de sintomas cardíacos ou se há histórico familiar de doenças cardíacas ou morte súbita, a avaliação com o cardiologista deve ser imediata.

Além disso, pacientes idosos, diabéticos ou com doenças neurológicas devem ter atenção redobrada.

Exames importantes na investigação de desmaios

O objetivo dos exames é identificar se há uma causa cardíaca para os episódios. Assim, os mais comuns são:

  • Eletrocardiograma (ECG)
  • Holter 24h
  • Ecocardiograma
  • Teste de inclinação (Tilt Test)
  • Estudo eletrofisiológico
  • Monitor de eventos implantável (Loop Recorder)

Tratamentos disponíveis

O tratamento depende da causa identificada. Então, entre as opções, temos:

  • Controle de arritmias com medicamentos ou ablação
  • Implante de marcapasso (em bradicardias ou bloqueios)
  • CDI (desfibrilador implantável) em pacientes com risco de morte súbita
  • Cirurgias valvares, como na estenose aórtica
  • Ajustes de medicamentos, em casos de queda de pressão por remédios

Prevenção: um passo essencial

A prevenção de desmaios relacionados ao coração começa com o diagnóstico precoce. Ter acompanhamento cardiológico regular é fundamental, principalmente se houver fatores de risco ou histórico familiar.

Além disso:

  • Evite longos períodos em pé parado
  • Hidrate-se bem
  • Evite calor excessivo
  • Faça exercícios com orientação médica
  • Nunca ignore sintomas como dor no peito, palpitações ou tontura

Conclusão: desmaios recorrentes podem sinalizar perigo

Desmaios repetidos não são normais e podem ser um alerta do coração. Desse modo, quanto antes a causa for identificada, maiores as chances de prevenir complicações graves.

Aqui, no Centro de Cardiologia do Hospital Madre Teresa, contamos com equipe especializada, equipamentos modernos e protocolos rápidos para diagnóstico e tratamento de síncopes e outras doenças cardiovasculares.

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FAQ – desmaios recorrentes

1. Todo desmaio é sinal de doença cardíaca?
Não, mas desmaios recorrentes precisam ser investigados, especialmente se houver sintomas associados.

2. Existe exame específico para diagnosticar causa do desmaio?
Sim. O cardiologista pode solicitar ECG, Holter, ecocardiograma, entre outros.

3. Quem desmaia precisa sempre de marcapasso?
Não necessariamente. O uso do marcapasso depende da causa identificada.

4. Crianças e adolescentes também podem ter desmaios cardíacos?
Sim. Algumas doenças congênitas e arritmias podem causar síncopes nessa faixa etária.

5. O desmaio pode indicar risco de morte súbita?
Sim, principalmente se for causado por arritmias graves. Por isso, o diagnóstico rápido é essencial.