A síndrome metabólica é uma condição bastante prevalente, caracterizada por um conjunto de fatores que, quando presentes em conjunto, aumentam significativamente o risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. Com a crescente prevalência do sedentarismo e de hábitos alimentares inadequados, essa síndrome tornou-se um importante desafio de saúde pública. Além de um desafio, a síndrome também é uma questão de saúde cardiovascular, afetando a incidência de várias condições, como o infarto, AVC, dentre outras.
Neste artigo, você vai entender o que caracteriza a síndrome metabólica, quais são os sinais de alerta, por que ela compromete o coração e como é possível prevenir ou tratar seus efeitos.
O que é síndrome metabólica?
A síndrome metabólica não é uma doença isolada, mas sim a presença de cinco fatores de risco metabólicos, dos quais pelo menos três precisam estar presentes para o diagnóstico:
- Obesidade abdominal (circunferência abdominal elevada)
- Triglicerídeos altos
- Colesterol HDL baixo (colesterol “bom”)
- Pressão arterial elevada
- Glicemia de jejum elevada ou resistência à insulina
Esses fatores estão interligados e favorecem o desenvolvimento de processos inflamatórios, disfunções hormonais e sobrecarga do sistema cardiovascular. Além disso, os fatores estão em si associados ao aumento do que se chama “risco cardiovascular”, ou seja: a probabilidade de uma pessoa ter eventos desfavoráveis ligados ao aparelho cardiovascular em um período de 10 anos.
Síndrome metabólica e o coração: qual é a ligação?
A presença combinada dos componentes da síndrome metabólica representa uma sobrecarga contínua ao sistema cardiovascular. Veja como cada fator contribui para o aumento do risco cardíaco:
1. Hipertensão arterial
A pressão elevada força o coração a trabalhar mais, o que pode levar ao aumento do músculo cardíaco (hipertrofia), rigidez arterial e insuficiência cardíaca. Além disso, a hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para infarto, AVC e outros eventos graves.
2. Dislipidemia (triglicerídeos altos e HDL baixo)
O acúmulo de gorduras no sangue favorece o depósito de placas nas artérias (aterosclerose), o que pode resultar em infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC). Da mesma forma que a hipertensão arterial, a dislipidemia é um dos fatores independentemente mais associados a eventos cardiovasculares graves.
3. Resistência à insulina e pré-diabetes
Essas alterações metabólicas afetam o metabolismo da glicose e promovem inflamação crônica, que acelera o processo de dano vascular e comprometimento cardíaco. O pré-diabetes também é um indicativo de predisposição para posterior desenvolvimento do diabetes, com todas as suas consequências cardiovasculares.
4. Obesidade central
O acúmulo de gordura visceral (ao redor dos órgãos) está diretamente ligado a inflamação sistêmica, disfunção endotelial e maior risco de arritmias, insuficiência cardíaca e doença arterial coronariana.
Quem está em risco?
A síndrome metabólica pode afetar pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em:
- Indivíduos com sobrepeso ou obesidade
- Sedentários
- Pessoas com histórico familiar de diabetes ou hipertensão
- Mulheres com síndrome dos ovários policísticos (SOP)
- Pacientes que já tiveram infarto ou AVC
- Muito importante: para aqueles indivíduos com predisposição genética para a síndrome metabólica, a presença destes fatores adicionais de risco aumentam ainda mais o risco de desenvolvimento de eventos graves e suas consequências para a saúde cardiovascular
O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é baseado na avaliação clínica e laboratorial, com atenção especial para:
- Medida da circunferência abdominal
- Pressão arterial
- Exames de sangue (glicemia, HDL, triglicerídeos)
Médicos cardiologistas, endocrinologistas e clínicos podem colaborar no diagnóstico e tratamento, garantindo uma abordagem completa e individualizada.
Qual é o tratamento?
O tratamento da síndrome metabólica é multidisciplinar e tem como principal foco modificar o estilo de vida:
- Alimentação equilibrada, com redução de açúcar e gordura
- Prática regular de exercícios físicos
- Perda de peso
- Abandono do tabagismo
- Controle da pressão e glicemia com medicamentos, se necessário
- Prevenção cardiovascular global, com acompanhamento por equipe multidisciplinar (Cardiologista, Nutricionista, Endocrinologista, Educador Físico, etc.) e manutenção de hábitos saudáveis de vida.
A boa notícia é que mudanças simples podem reverter ou controlar o quadro com eficácia, prevenindo complicações cardiovasculares no longo prazo.
Síndrome metabólica exige acompanhamento contínuo
Quando negligenciada, a síndrome metabólica aumenta em até cinco vezes o risco de doenças cardiovasculares. Por isso, manter o acompanhamento com um cardiologista é essencial, mesmo que você não apresente sintomas.
No Centro de Cardiologia do Hospital Madre Teresa, oferecemos atendimento completo para avaliação, diagnóstico e tratamento das alterações metabólicas com impacto no coração. Nossa equipe atua com excelência, tecnologia e acolhimento em todas as fases do cuidado.
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Até a próxima leitura!



